terça-feira, 13 de abril de 2010
Pai!
O que é ser pai? Taí, uma resposta que nunca vou ter. Hoje, quem escreve é a melhor amiga de Astrid. Por que com ela aprendi a expressar o que penso, o que sinto, aprendi a ver a vida diferente, de que ela deve ser vivida, seja com os acertos ou até mesmo com erros, com eles aprendemos ainda melhor a lição. Mas voltando ao tema, hoje conversando com algumas amigas, percebi que apesar de toda a história que houve, seja meu pai e minha mãe, seja minha irmã e meu pai ou ele e eu, que apesar de tudo que aconteceu, eu ainda sinto uma saudade muito grande dele. E é a primeira vez que admito isso para alguém, ou até pra mim mesma. Todos os dias, eu me lembro pelo menos de alguma coisa dele, seja ele me chamando de sua bonequinha (essa lembrança é a que me dói mais), ou de quando viajou para o exterior e me deu meu primeiro urso de pelúcia, esse ao qual tenho até hoje, de quando pedi a letra na pulseira para ficarmos iguais (essa não tiro do braço nunca), quando ia me deixar e pegar no colégio e fazermos isso com meu irmão, do jeito que ele fumava (era diferente não sei o por que) entre diversas outras coisas. Tudo isso me dói, talvez por eu guardar esse sentimento só pra mim, talvez por lembrar de tudo isso e não poder fazer nada, talvez por lembrar que foi opção dele ficar longe da bonequinha dele, enfim, eu não sei. Ninguém esperava uma atitude dessa minha, que eu ficasse tão triste, logo eu, tão apegada a minha mãe, tão parecida com ela, e sim da minha irmã que era tão apegada a ele, tão parecida com ele. Minha mãe, sempre querendo colocar meu padrasto no lugar, eu até entendo ela, mas ele não é e nunca vai ser meu pai, podendo até me criar como um. Acho que no fundo ainda espero por aquele que me deixou, aquele ao qual eu era uma bonequinha.
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Sempre haverá o vazio, afinal, ele parte de você. Pena, ele não perceber que essa parte dele é tão linda... Só posso dizer, que sei bem como é isso. :*
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